quinta-feira, 14 de julho de 2011

Azeitona - crise grega ameaça produção dessa iguaria

Hoje resolvi escrever sobre a azeitona. Por três motivos: por ser simplesmente saborosa, ter uma infinidade de utilizações medicinais e por correr risco de produção. Uma forte crise mercadológica desistimula os produtores gregos.

As azeitonas são para os gregos o que a cerveja é para os alemães: um tesouro culinário nacional que inspira orgulho e faz parte da identidade nacional. A azeitona é a principal exportação da Grécia e é central para sua identidade nacional. Mas os preços estão despencando em meio à crise e os agricultores lutam para sobrevier.


Para os gregos, as azeitonas são muito mais que um simples produto agrícola. O país produz quase 2 bilhões de toneladas da fruta anualmente e é a principal exportação do país. As azeitonas são para os gregos o que a cerveja é para os alemães: um tesouro culinário nacional que inspira orgulho e faz parte da identidade nacional. A azeitona é algo que une os gregos - mas também está passando por uma séria crise.
O problema é que os comerciantes não apreciam mais o verdadeiro valor do alimento. Em vez disso,  só se importam com os lucros, empurrando cada vez mais para baixo o preço pago ao fazendeiro. Alguns anos atrás, o produtor costumava ganhar 3 euros por quilo de azeitonas. Hoje ele recebe no máximo 2 euros por quilo e às vezes somente 1,50. Essas mesmas azeitonas, são vendidas nos supermercados de por 9 euros o quilo. Isso tem irritado muito os agricultores.


A Azeitona
Azeitona é o fruto de uma árvore da família das oleáceas que congrega mais de 30 espécies diferentes. A mais conhecida delas é a Olea europea, ou simplesmente oliveira - uma árvore baixa, frondosa, com várias ramas e de troncos retorcidos. A principal característica da oliveira é o seu período de vida, um dos maiores no reino vegetal.

Na Espanha, elas alcançam, em média, 300 anos a 400 anos. Algumas chegam até 700 anos. A mais velha delas encontra-se em Atenas, capital da Grécia, e tem mais de 1.200 anos. A oliveira é conhecida como a árvore da eternidade e por isso mesmo não pode ser plantada em qualquer lugar. Uma escolha errada significa problema para o resto da vida, porque ela demora 40 anos para alcançar a maturidade. Em condições normais, cada pé de oliva produz de 15 kg a 50 kg de azeitonas. E para produzir 1 litro de azeite são necessários 5 kg do fruto.


Mas a azeitona na dá só o azeite, ela também tem muitas propriedades medicinais que poucos sabem. Assim sendo vou me debruçar um pouco mais sobre este aspecto. Veja do que uma azeitona é composta e confira suas propriedades medicinais:

Composição Química:
Calorias, água, hidratos de carbono, proteínas, gorduras, sais, vitamina A,B1,B2,C, potássio, sódio, cálcio, fósforo, silício, magnésio, cloro, e ferro.

Uso medicinal :
- A azeitona é um alimento excelente para os órgãos internos. Recomenda-se contra a asma, tuberculose e outras afecções do peito. As pretas são preferíveis as verdes.
- Excitante alimentar poderoso, a azeitona faz bem para o fígado.
- Vários médicos receitam a água das latas de azeitona em casos de envenenamentos. Cura também a embriaguez alcoólica.
- Em casos de congestão cerebral, recomenda-se ferver um punhado de azeitonas em um litro de água do cozimento em clister.
- Nas queimaduras aplica-se, com bons resultados, a polpa da azeitona amassada. O azeite de oliva também é muito benéfico nas queimaduras. Batem-se duas colheres de azeite com uma clara de ovo e aplicá-se essa mistura. Renova-se a aplicação periodicamente.
- Em maceração com alho, o azeite de oliva é um grande desinfetante do aparelho digestivo (uso interno) e um remédio para as dermatoses (uso externo). Nos casos de úlcera gástrica, dispepsia, colite mucomembrasosa, intoxicações pelo chumbo, dá resultados excelentes. Não deve, porém, usar-se nas intoxicações pelo fósforo e pelo iodo.
- Para expulsar espinhas, ossos ou qualquer outro corpo duro que fique preso na garganta, toma-se bastante azeite para provocar náuseas e vômitos. É nas cólicas hepáticas e nos cálculos biliares que o azeite de oliva tem sido usado com grande êxito.  Para estes casos podem ingerir-se progressivamente de 100 até 200 gramas de azeite com suco de limão, em jejum. Começa-se com 50 gramas e vai-se aumentando a quantidade em 25 gramas cada vez que se toma, até que se chegue aos 200 gramas, e depois suspende-se por 15 dias para evitar o fastio. Este simples remédio precipitará a expulsão dos cálculos. 


- Hoje se emprega o azeite  de oliva como reconstituinte e tônico, em diversas afecções, particularmente na tuberculose.
- Na cólera dá bons resultados, pois combate magnificamente as diarréias originadas por esta enfermidade.
- Contra a estranguria e as cólicas nefríticas, dá excelentes resultados o azeite de oliva com gema de ovo e suco de limão, tudo emulsionado.
- Como vermífugo usa-se também com bom êxito.
- Contra a afonia e as inflamações da garganta, fazem-se gargarejos com a emulsão de azeite, gema de ovo e suco de limão, bem batidos.
- Contra  a hodropsia renal, são eficazes as fricções ou as compressas com puro azeite de oliva quente.Também dá bons resultados, nas dores reumáticas, a fricção com azeite quente.
- Em caso de convalescença da escarlatina. é bom aplicar fricções com azeite de oliva.
- Contra a erisipela não há nada melhor.
- Quando aparecem dores musculares provocadas por resfriamento, ou inchações dolorosas , friccionam-se com azeite, as partes afetadas.
- Erupções cutâneas, provenientes de impurezas sanguíneas,desaparecem com a aplicação de azeite quente.
- Na otite e na otalgia aplicam-se gotas de azeite no ouvido.
- O suco fresco das folhas da oliveira é excelente remédio contra a diarréia, a disenteria e a leucorréia. Dose: uma colherada.


- Em casos de ferimento, esse  suco age como cicatrizante. Na supuração dos ouvidos, introduzem-se diariamente três gotas.
- Contra o reumatismo, a gota e a hipertensão arterial, usá-se o decocto das folhas.
Dose: 30 gramas para um litro de água. Ferve-se até que a água fique reduzida para a metade. Toma-se uma ou duas xícaras por dia.
- As folhas verdes, mastigadas de manhã, em jejum, são úteis na gengivite e nas inflamações da boca em geral.
- A infusão das folhas e da casca do tronco tem efeitos febrífugos e vermífugos e serve também contra feridas e chagas.
- Cataplasmas de folhas secas, bem amassadas, misturadas com melado, combatem a sarna, a erisipela, as chagas, o antraz, e as erupções cutâneas em geral.

Como podem ver a azeitona além de gostosa tem uma série de outras aplicações. Com tantas propriedades curativasé importante que produtores gregos superem  a crise e não parem de produzir.
FONTES:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

E viva a cerveja - presente no Brasil, para ficar, desde 1808!!

Sexta - feira é dia de happy hour. Então que tal começar com uma cerveja?
Quem diria que a cerveja, presentre no Brasil desde 1808, desembarcou junto com a família, chegasse aos dias de hoje com tantas versões e inovações. Não é para menos que a bebida é preferida por 10 entre 10 brasileiros.
Resolvi falar sobre a cerveja  motivada pela Brasil Brau 2011 (11ª Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja), que terminou nesta quinta-feira e reuniu em São Paulo 30 microcervejarias brasileiras. Todas se dizem otimistas com o setor de cervejas artesanais no país e apostam em um forte crescimento para os próximos anos.  Foram dois dias de muitas degustações pois esta foi a primeira vez que o evento foi aberto ao público. O ingresso, de RS 30,00 davba dierito a algumas degustações, doses extras custavam R$ 3,00 cada.

Você já imaginou um mundo sem cerveja? Não seriam só suas happy hours que estariam comprometidas. Vários cientistas acreditam que a civilização poderia simplesmente não existir se o homem não tivesse inventado o pão... e a cerveja. Foi a descoberta da fermentação dos cereais – processo básico da fabricação desses dois alimentos – que incentivou o homem a abandonar a vida nômade de caçador e coletor e se reunir em comunidades agrícolas. Pela primeira vez, era possível comer e beber com prazer, já que o processo de fermentação era capaz de mascarar alguns sabores desagradáveis. Há 12 mil anos, isso foi um avanço e tanto.
Para falar da história da cerveja é preciso voltar no tempo, e muito. É preciso ir até 6.000 A.C. quando a bebida era considerada um presente dos deuses pelos povos da Mesopotâmia. Chegou até a ser objeto de oferenda às divindades que cultuavam. Hoje ela perdeu esse caráter místico, mas não deixou de reunir gente ao seu redor. Tanto que, depois da água e do chá, é a bebida mais popular do mundo. No Brasil, quinto maior produtor mundial, consomem-se hoje 10,91 bilhões de litro por ano
Se em 6.000 A.C. já era um ritual beber cerveja com os amigos, imaginem hoje quando temos cervejas aromatizadas até com jabuticaba, bacuri (fruto típico da Amazônia) e guaraná, entre outras combinações.
Quem não lembra da marchinha : “Vou beber,... beber... até cair, me da, me dá, oh... me dá ....”. Pois é, isso já existia lá pelos idos de dos antigos egípcios, onde  beber até cair era mais que um prazer pessoal. Todos os anos, era realizado o festival para a deusa Tefnuf, regado a muita comida, música e cerveja. Entre os egípcios, sair de uma festa caminhando com as próprias pernas era visto como maus modos, sinal de que o convidado não se divertira o suficiente. Pinturas de um túmulo de 4 mil anos encontrado em Beni-Hasan mostram dois homens completamente bêbados sendo carregados de um banquete e mulheres vomitando depois de uma ressaca brava.
Mas tudo começou com a descoberta da propriedade dos grãos da cevada e desenvolveu-se uma cerveja rudimentar, que servia até de moeda de troca. Em 1040 o mosteiro de Weihenstephan, na Alemanha, consegue licença para produzir cerveja comercialmente, o que acontece até hoje e esta é a cervejaria mais antiga do mundo. A partir de 1400 adicionam o lúpulo, que dá o sabor amargo e ajuda a conservar a bebida.
Em 1516 a Lei da Pureza na Baviera, Alemanha, padroniza o processo local de fabricação: só água, cevada e lúpulo. A primeira entrada da cerveja no Brasil foi em 1645 com os holandeses que a levaram embora em 1654 quando foram embora. A bebida só reaparece em 1808 com a vinda da Família real. As duas primeiras cervejarias brasileiras (Brahma e Antártica) sugiram em 1888 e de lá para cá só fizeram história.


 Se a bebida não era exatamente a mesma de hoje, o comportamento social dos bebedores não mudou tanto assim. Há 4 600 anos, o ministro egípcio Kagmeni se viu obrigado a bolar a primeira campanha de consumo consciente. "Um copo de água sacia a sede" era um dos slogans que tentavam doutrinar os boêmios adeptos dos copos. Constantemente bêbados, celtas, vikings e saxões eram capazes de brigar com os próprios companheiros depois de vencerem uma guerra.
Não há dados recentes sobre o mercado de cervejas no Brasil, entretanto, segundo dados do  Sindicato |Nacional da Indústria da Ceerveja, existem 180 empresas no segmento das microcervejarias, que movimentam quase R$ 2 bilhões. O consumo per capita em 2009 ficou em 57 litros, alta de 14% na comparação com 2000 (49 litros).
A forma mais comum de consumir cerveja no Brasil é em garrafas de 600 ml, e 66% das vendas foram dessa maneira. Depois vêm as latas (27%), o chope (3%) e as garrafas “long neck” (3%).
Considerando o consumo per capita de 2008 (quando cada brasileiro bebeu, em média, 55 litros), o Brasil ficou em 24º em um ranking feito com 29 países, empatado com Japão e Ucrânia.
 Os brasileiros só bebem mais cerveja que os argentinos (40 litros), franceses (36) e chineses (18). Os campeões mundiais são os tchecos com 160 litros, o que significa quase meio litro por dia.


Mas atenção: se beber não dirija.

FONTES: